MÉDICOS CONCURSADOS COBRAM DEFINIÇÃO DA JUSTIÇA E DA SESAB
A sede do Sindimed foi o ponto de encontro, no dia 1º de fevereiro, para uma assembleia dos médicos concursados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia - Sesab, que até o momento não foram convocados por conta de uma demanda judicial que pleiteia a anulação do concurso público realizado em 2009. Durante quase duas horas foram discutidos encaminhamentos para superar os entraves à efetivação dos aprovados.
A primeira decisão tomada pelos concursados é chamar as demais entidades médicas (ABM e Cremeb) para, junto com o Sindimed, cobrar uma posição da desembargadora Sara Silva de Brito, do Tribunal de Justiça do Estado, sobre a validação do concurso. Nesse sentido, as entidades devem encaminhar um ofício requerendo urgência na definição.
Além disso, o Departamento Jurídico do Sindicato está sendo consultado sobre medidas que podem ser tomadas no âmbito do Tribunal e do Ministério Público.
Uma audiência com secretário de Saúde, Jorge Solla, será marcada para cobrar da Sesab que apresente soluções ou alternativas para superar o problema.
Diante da urgência em suprir o sistema de saúde de médicos em número suficiente para a demanda existente na Bahia, cogitou-se ainda a proposta de que se faça um desmembramento do concurso que possibilite a contratação dos médicos aprovados.
Mobilizar a opinião pública
Paralelamente às ações que buscam definição da Justiça e da Sesab, os médicos decidiram ampliar a divulgação na imprensa dos problemas do concurso, na medida em que os contratos do Reda estão se encerrando e o quadro de médicos está diminuindo rapidamente em prejuízo do atendimento à população.
O Sindimed deve anunciar em breve também uma data para que os médicos façam uma visita à Assembléia Legislativa da Bahia, cobrando dos deputados a interferência junto ao Governo do Estado para a solução do problema.
O concurso público é uma reivindicação histórica do Sindimed, dos médicos e da população da Bahia. É preciso que esse impasse seja superado o quanto antes para que a iniciativa do governo Wagner não caia definitivamente no descrédito. Os médicos querem solução e tem que ser urgente.
Publicada em: 02/02/2010
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