A definição do 8 de março como Dia Internacional da Mulher completa 100 anos. O combate à discriminação de gênero, especialmente no cenário capitalista é uma das maiores batalhas das mulheres no mundo do trabalho. E essa luta trouxe importantes conquistas, que a cada dia emancipam mais as mulheres, buscando o seu protagonismo na sociedade.
Na luta por uma sociedade mais justa, a participação da mulher nas decisões políticas tem crescido. É indispensável sua contribuição para o avanço e aprimoramento da democracia. Paradoxalmente, porém, as mulheres ainda não detêm o espaço que lhes corresponde por direito nas bancadas legislativas e nos cargos executivos, uma vez que constituem a metade da população.
No mercado de trabalho a mulher também é discriminada. Apesar de ter a mesma qualificação e nível de escolaridade do homem, enfrenta desigualdade salarial, dupla jornada e a violência machista. Por isso, é preciso aumentar a conscientização e a mobilização para fazer avançar a luta contra a discriminação de gênero e de classe.
Unidas para assumir o poder
No Brasil, nas ruas e nas urnas, as mulheres conquistam e ampliam seus direitos, lutam por mais espaço no mercado de trabalho, constroem a democracia, combatem a violência, o desemprego e a precarização do emprego, exigindo igualdade na lei e na vida.
Tem se tornado cada vez mais ampla e eficaz a luta dos sindicatos pela ampliação da participação da mulher nos destinos da sociedade, e no combate às práticas do assédio moral e sexual. O crescimento com equilíbrio e independência precisa continuar.
Na luta contra a violência
Iniciativas do movimento popular e sindical somadas às políticas implantadas pelo governo federal para combater a violência tem alcançado bons resultados. Entre 2006 e 2009, aumentou em 1.704% o número de atendimentos da Central da Mulher (Ligue 180), da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM).
Ainda segundo a SPM, de janeiro de 2007 a outubro do ano passado, 37% dos atendimentos foram sobre a Lei Maria da Penha. Nestes anos, já houve 86.960 relatos de violência - 74% relacionados à violência doméstica e familiar. Ainda foram registradas denúncias de cárcere privado e tráfico de mulheres.