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  • Presidente do Sindimed participa de fórum sobre mercado de trabalho para médico no EREM

    Postada em 24 de abril de 2017 as 12:34
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    O presidente do Sindimed, Francisco Magalhães participou no último sábado (22), do Encontro Regional de Estudantes de Medicina (EREM), realizado na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Acompanhado dos estudantes João Costa, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Victor Nóbrega, da Faculdade de Medicina da Bahia da Ufba (Fameb), Magalhães compôs a mesa de um dos fóruns com o tema “Fez medicina vai ser rico: A realidade do mercado de trabalho para os profissionais médicos”.

    Na ocasião, o presidente descreveu para os estudantes como é o dia a dia do médico em seus postos de trabalho, as dificuldades mais frequentes, além de aconselhá-los, a partir da sua experiência como sindicalista e médico, sobre o caminho mais seguro no que se refere a vínculos de trabalho, que seria por meio de concurso público ou via CLT (carteira assinada).

    “O médico brasileiro é o melhor do mundo, por conta da sua dedicação ao trabalho e aprofundamento no conhecimento, em compensação, o pior patrão também está no Brasil”, assim abriu a sua fala. Entre os vínculos de trabalho que precarizam a profissão, Magalhães destacou as falsas cooperativas, um dos recursos mais utilizados por fraudadores, em busca do lucro às custas da saúde. A saúde suplementar também foi citada como um dos intermediários da precarização do trabalho médico: “O plano de saúde é o único segmento que o médico não pode determinar o valor do seu trabalho”, destacou.

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    A contratação através de Pessoa Jurídica (PJ) foi abordada por Francisco Magalhães como sendo a motivação de grande parte de ações públicas ajuizadas pelo Sindimed. De acordo com ele, 80% da categoria, na Bahia, é precarizada. “O sindicato entrou com diversas ações públicas, sendo 19 na Justiça do Trabalho. Nossa luta é que o médico tenha seu trabalho regularizado e, mais ainda, que o médico seja visto como trabalhador e tenha seus direitos garantidos por lei”, concluiu.

    O estudante mais perto do sindicato

    O presidente do Sindimed aproveitou o momento para convocar os estudantes a se aproximarem mais dos sindicatos médicos e incentivou a participação no movimento estudantil. Segundo ele, para tornar-se um trabalhador médico, consciente dos seus deveres e dos seus direitos, e mais ainda entendedor do meio político e social que o cerca, é fundamental que o estudante de medicina se aproxime das atividades e das lutas defendidas pelo movimento médico.

    João Costa, estudante de medicina da Uefs, reforçou a importância de estar perto do sindicato, expondo a sua própria experiência: “Na sala de aula em nenhum momento vi sendo discutido este tema que estamos falando agora. A minha participação no movimento médico me possibilitou conhecer a realidade da carreira médica”, afirmou o estudante.

    Além dos vínculos empregatícios médicos e suas reflexões, outros temas foram debatidos no fórum, como a formação de carreira médica em tramitação no Senado desde 2009, o panorama brasileiro e baiano da remuneração médica e onde trabalhar após sair da faculdade.



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