Amélia Rodrigues: condições de trabalho deixam revoltados médicos do Hospital Pedro Américo

Postada em 15 de maio de 2017 as 18:15
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O Sindimed discute com seu Departamento Jurídico que medidas legais tomar em relação às graves queixas contra a forma de gestão do Hospital Pedro Américo de Brito, em Amélia Rodrigues. A falta de um segundo médico plantonista vem tornando insustentável a situação dentro de uma estrutura por si só deficiente. Este desfalque resulta em exaustão para o médico de plantão e revolta do público atendido, aumentando os riscos de agressões verbais e físicas.

Normalmente é grande o fluxo de pacientes naquele hospital, onde as equipes de saúde se dividem entre os atendimentos de emergência e outras demandas em um município desprovido de assistência básica de saúde decente. Desde a gestão que antecedeu a do atual prefeito (Paulo Falcão), existe o pleito de se colocar um segundo plantonista médico, de modo a reduzir a pressão psicológica e o desgaste físico sobre quem trabalha. Mas, nenhuma medida é adotada e aumenta a revolta entre os médicos, que são concursados.

Diante deste descalabro, o médico plantonista acaba sendo levado a acumular funções, dentro de uma estrutura já deficiente: partos, suturas, atendimento na porta da emergência e ambulatorial além da prescrição de enfermaria e acompanhamento de suas intercorrências, dentre outros procedimentos. Somando-se a isso, foi retirada naquele hospital a classificação de riscos, o que torna ainda mais desumana a estrutura de trabalho, cujo serviço de pré-atendimento fica seriamente prejudicado.

PERSEGUIÇÃO

Tais problemas têm levado os profissionais a reivindicar sistematicamente as melhorias necessárias. Como resultado, ocorrem os inevitáveis atritos que, não raro, resultam em perseguições por parte da direção do hospital, conforme as denúncias recebidas pelo Sindimed. Dentro de um esquema de trabalho estressante e carente, o relacionamento com os gestores fica seriamente comprometido e isso se reflete no consumidor final, o público, que não tem obrigação de entender o real quadro instalado no Hospital Pedro Américo de Brito e reage de forma hostil sobre as equipes de saúde. De um lado, gestores que não atendem pleitos básicos, do outro, pacientes e acompanhantes extremamente irritados com a precariedade.

Mas as queixas não se limitam à área de atendimento ao público, uma vez que a cada mês existe a preocupação dos médicos em receber o pagamento devido, sem cortes injustificáveis. Isto só aumenta a revolta e a desmotivação. Antes, havia sete médicos concursados; porém, um foi afastado e outro pediu demissão, por não suportar a pressão. Há forte suspeita de que exista uma determinação velada de desmotivar estes profissionais, forçando sua saída e levando à contratação de substitutos ligados aos atuais gestores. Vale lembrar que cresce o número de cooperativas na Bahia e nas cidades do entorno de Salvador,  como Amélia Rodrigues, não é diferente.

Há médicos que se queixam até da dificuldade de se alimentar durante os plantões. Sem falar na dificuldade de fazer a pausa para o descanso ao qual os médicos têm direito em seus plantões de 24 horas. De nada adiantam as reclamações e reivindicações dirigidas à Secretaria Municipal de Saúde, que está sob a responsabilidade de Elaine Moniz de Jesus.



8 respostas para “Amélia Rodrigues: condições de trabalho deixam revoltados médicos do Hospital Pedro Américo”

  1. Danielle disse:

    Sou usuária do SUS,. Sem dúvidas é um completo absurdo essa atual gestão do Hospital Pedro Américo de Brito! Até quando, meu Deus, os interesses próprios oriundos de politicalha irão prevalecer sobre a saúde da população, um direito de todos claramente registrado na Constituição Federal Brasileira?! E esses médicos, trabalhadores desse hospital, sem dúvidas são heróis e só devem estar lá ainda por considerarem a população carente da cidade, que não tem culpa do descaso de seus governantes.

    • cida disse:

      Engraçado, na gestão passada ninguém reclamava,a cidade um caus. Hj as coisas estão entrando no eixo aos poucos. Em poucos meses de mandato o prefeito está se esforçando para atender a população. Não moro ai mais venho acompanhando.

  2. Amélia disse:

    Sou de Amélia Rodrigues e sei do compromisso dos novos gestores da saúde , principalmente a secretária Elaine, que na verdade sofre grande perseguição, pois é filha da Cidade e infelizmente o povo de Amélia Rodrigues gosta de baba OVO de quem é de fora. melhorias podem e devem ser feita pois precisamos, porém uma gestão de 05 meses não faz milagre. Talvez a reclamação seja por ela está cobrando que os profissionais trabalhem e não fiquem enrolando.

  3. Rose disse:

    Se vocês profissionais de saúde forem convocados para um trabalho em pleno campo de concentração “guerra” ,vocês iriam tratar os pacientes com grosserias ou iriam atendê-los de forma máxima? Então, a reivindicação por melhorias é válida, o que não pode é descontar no paciente que já chega sensível por conta da falta de saúde e determinados profissionais não honrarem seu juramento no momento de formação. Não esqueçam que os pacientes não têm culpa das suas frustrações, atendam- os como devem ser atendidos. Fica minha indignação por parte dos pacientes.

  4. Moradora disse:

    A culpa não e da atual gestão não esses problemas vem de muitos anos agora todos querem colocar a culpa na gestão atual mais infelizmente quem sofre as consequências somos nos moradores que precisa de atendimento pelo SUS mais os médicos deixam a desejar porem não são todos lá realmente precisa de no maximo dois ou três médicos. Pois a demanda e grande não to aqui defendendo ninguém só quero ser justa obriga. Pela oportunidade dr expressar minhas palavras

  5. Samara disse:

    Realmente,a saude da cidade esta mal gerida,muito brilho e pouco trabalho,é comum a falta de atendimento,os médicos da urgencia e emergencia fazem as enfermarias e deixam bem claro que não sao pagos para isso!Não tem horario fixo de atendimento nos psfs,a fisioterapia acontece no 2′ andar,esta um desastre!

  6. Emilia disse:

    Sou usuário do sus aqui sempre foi assim e sempre vai ser enquanto o povo não se reunir tem que voltar a ser posto médico pois estamos passando dificuldade em sermos atendido em outros lugares pois dissem que Amélia Rodrigues tem um hospital aquilo ali e uma faixada nunca tem remédio só existe soro . Dipirona. Buscopan só e a única coisa tem ali .aliás nessa gestão tem e muito fucionario demais sem fazer nada

  7. Emilia disse:

    Sou usuário do sus aqui sempre foi assim e sempre vai ser enquanto o povo não se reunir tem que voltar a ser posto médico pois estamos passando dificuldade em sermos atendido em outros lugares pois dissem que Amélia Rodrigues utem um hospital aquilo ali e uma faixada nunca tem remédio só existe soro . Dipirona. Buscopan só e a única coisa tem ali .aliás nessa gestão tem e muito fucionario demais sem fazer nada

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